SO BLUE
"A Imaginação é mais importante que o conhecimento"
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Sexta-feira, Março 04, 2005

fuxicos da Merinha | 22:24
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Terça-feira, Fevereiro 15, 2005

Muito legal isso aí.... Bem no estilo, no tempo que Don-Don morava no Andaraí... Gosto muito dessas coisas nostálgicas, que lembram um tempo que já passou e a gente insiste em dizer que antes era "mais simples de viver", menos violento, mais interessante.... Nostalgia pura...

As coisas mudaram...
Autor Desconhecido

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A lycra virou stretch
Anabela virou plataforma

O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM

Confete virou M&M
A crise de nervos virou stress
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depresão
O espaguete virou miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3

É um filho onde éramos seis
O album de fotos agora é mostrado por e-mail
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo

O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de tv
Fauna e flora a desaparecer

Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da fm e tv
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?

Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada, agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
De tudo. Inclusive de notar essas diferenças

fuxicos da Merinha | 21:07
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Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005

preto ou branco
pequeno ou grande
pesado ou leve
bonito ou feio
amigo ou inimigo
pondera... pondera...
correndo ou andando
perdendo ou ganhando
amando ou odiando
fechado ou aberto
verdade ou mentira
pondera... pondera...
mono ou poli
seco ou molhado
feliz ou triste
santinho ou tarado
pondera... pondera...
*
Tô com pulga atrás da orelha. Cheia de vontade de falar e escrever. Até que eu chego aqui. Fico quieta e muda. Olhando e pensando noutras coisas. A vida tá cheia. De gente, de oportunidades, de medos, de saudades... E as minhas dúvidas persitem em me acompanhar, elas me garantem que podem ficar comigo por uma vida inteira, é só uma questão de escolha. Tô em dúvida. Será que devo querê-las ou dispensa-las?
*
Tá procurando coerência? Desculpe, mas aqui vc não vai encontrar, paramos de trabalhar com esse produto.
*
Cariocas são estranhos... e são muitos. Espalhados em todo lugar.
Capixabas são esquisitos... e são poucos. Perguntadores e curiosos. Pertubadores. E eu aqui na terra deles. Comendo a comida deles. Tenho opção?
*
Nadei hoje... não pude acreditar... ver o maior azul do dia debaixo da água. Eu e o som da bomba. Piscinão. E o sol torrando. E minha calcinha de biquini molhada até agora. Onde eu trabalho não bate sol. Mas, chuva entra.
*
Vou pra casa tomar suco de goiaba (sem casca, please) e pão com ovo. Volto menos alterada. Prometo!

fuxicos da Merinha | 19:51
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Quinta-feira, Janeiro 27, 2005

Cof, Cof, Cof...
Uma pausa na amarelidão do início do século XX... Pesquisa, pesquisa, pesquisa... Temos que arcar com as escolhas que realizamos... Muita concentração, dedicação, pouca refeição e pessoas queridas dando a mão... E eu e minhas rimas pobres continuamos aqui, firmes e fortes.
*
O Délio... sabe? Meu parceiro (palavra que carrega a melhor representação do que ele é pra mim...), me mandou essa poesia... Me tirou do chão, do início do século XX, do LESEF (mesmo que por um instante apenas) e me levou para uma cabana azul, com flores da cor lilás e um cachorro labrador latindo e pulando... (ah! esse é o endereço da felicidade). Aqui está ele... A poesia e o Délio atrás dela. Ti amu!
*
Soneto do amor total

Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinícius de Moraes

fuxicos da Merinha | 18:28
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Terça-feira, Janeiro 11, 2005

Aniversário dela

Eu aqui
Ela lá
Eu professora
Ela advogada
Eu correndo
Ela deitada
Eu concentrada
Ela pertubada
Eu gritando
Ela calada
Eu vestida
Ela pelada
Eu em dúvida
Ela decidida
Eu aparecida
Ela acanhada
Eu azul
Ela rosa
Eu mãe
Ela tia
Eu mais velha
Ela mais nova
[nem sempre assim]
Eu rancorosa
Ela compadecida
Eu irmã boba
Ela Renata preta
Minha irmã
A única
A disponível
A ajudante
Aprendendo e ensinando
Geniosa e genial
Meu espelho invertido


Hoje é aniversário da minha irmã... Vou dar pra ela um sutiã e essa poesia de presente. Ela não vai ver... Ela não gosta de internet. Ela tá no Rio. Vai jantar numa churrascaria. E eu nem como carne. Somos irmãs, somos gêmeas e diferentes. É tão bom saber que esse vínculo é eterno. Que não dá pra romper. Que é. Que sempre foi. Minhã irmã um dia rosa pra você. Te amo, nêga!

fuxicos da Merinha | 14:18
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Segunda-feira, Dezembro 27, 2004

Escrever deitada é bom. Dá pra ver o mundo de banda. A caneta corre deitada, meio torta, meio tonta. Letra diferente. Letra malandra.

Escrever com os olhos fechando é divertido. Letras desfocadas, palavras debochadas, pautas atrapalhando as palavras que surgem bêbadas e grávidas. São mais do que uma. São muitas e ternas.

Escrever sem parar é estranho. A mão é teimosa e corre sem destino. A caneta é serva da mão pirada. Os olhos ficam cumprindo tabela - coitados... loucos pra fecharem. Boca fechada. Aqui ela não serve pra nada. As pernas já dormiram. O cheiro de hidratante de peêssego embala a noitede sono que está louca pra começar.

fuxicos da Merinha | 14:25
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Quinta-feira, Dezembro 23, 2004

BALANÇO


Que serviço que esse blog prestou esse ano? Fui inconstante e omissa... vivi coisas deliciosas e não contei, vivi coisas boas e contei. Ter blog é bom e ruim. Dar pra dizer coisas sem o compromisso de ser entendida. Falo coisas que aparentemente não tem nexo proum segundo olhar, mas me desvelo aqui. Tem gente que lê e nada diz. Tem gente que lê e opina. Tem gente que opina e é ouvida. Tem gente que opina e nem ligo.

O compromisso fica firmado... no próximo ano voltamos, eu e o blog. Porque aqui eu posso ser ambígua e irresponsável. Porque aqui o tempo não passa. Porque aqui eu sou mais criança e mais mulher. Porque aqui é divertido e escondido. Porque aqui é minha casa virtual e embora todos possam entrar, ninguém toca em mim.

fuxicos da Merinha | 10:12
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Domingo, Dezembro 19, 2004

Meu amor pela Elis é coisa cármica! Uma das músicas cantadas por ela que mais me faz chorar é "Aos nossos filhos". Uma declaração de uma mãe ausente, ou que assim se sente. Tenho vontade de fazer muitas coisas com essa música. Ontem, eu ouvi o Ivan Lin cantando-a e chorei...


Aos Nossos Filhos
(Ivan Lins / Vitor Martins)

Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim
Perdoem por tantos perigos
Perdoem a falta de abrigo
Perdoem a falta de amigos
Os dias eram assim
Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha
Os dias eram assim
E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim
Quando lavarem a mágoa
Quando lavarem a alma
Quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim
Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim

fuxicos da Merinha | 13:51


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Nome: Rosemary Coelho
Apelido: Merinha
Idade: 24 anos
Signo: Sagitário
ICQ: 252620123
Vícios: Poucos e inconfensáveis
Cor preferida: Vide nome do meu blog
Namorado: Alguém paciente, principalmente como minhas alterações repentinas de humor
O que ouço: Gosto muito de música...Para mim, música se divide em dois tipos: dançáveis e ouvíveis. Como o primeiro tipo, se destacam as músicas latinas... salsa é meu gênero musical predileto. Como músicas ouvivéis destacam-se as músicas portuguesas do Madredeus e da Mafalda Vieira, além das músicas brasileiras cantadas pelo "povo" jovem da Trama (gravadora), Jair de Oliveira, Pedro Mariano, Simoninha e outros... Além do Jorge Ben, Tim Maia, Zizi Possi, Adriana Calcanhoto, Donna Summer, Gloria Gaynor, James Brown, Aretha Franklin... se o termo não tivesse se banalizado, diria que sou eclética.
Como sou: Negra, alta, 1.79, atlética (eu diria), com humor variável, ciumenta, escandalosa, criativa, sensível, cínica, extrovertida, expressiva, observadora, apaixonada, desatenta, desorganizada, dispersa, autêntica.
O que costumo fazer: Ultimamente tenho lido muito, ver televisão, ir ao cinema, comer pipoca, preparar minha comida, nadar (ultimamente nem tanto), correr, dançar, ficar ao telefone, escrever minhas memórias, escutar músicas, imaginar besteiras, fazer planos para o futuro
O que eu vejo na TV: Seriados enlatados americanos, Roda Viva, Mulheres apaixonadas, Casseta e Planeta, Os Normais, Futebol, Vitrine, Pedro Almodóvar, Bernado Bertolucci, Spielberg, Tarantino
O que eu ainda quero fazer: Ir a Nuremberg, na Alemanha, Terminar a graduação em Educação Física, Fazer meu mestrado, ter uma filha, Fazer meu doutorado, Ter meu apartamento, Ter meu carro, Ter um grande amor, Fazer mais amigos, Publicar um livro de memórias, Publicar alguns livros acadêmicos, Nadar em Abrolhos, Assistir Lisbela e o Prisioneiro (não nesta ordem)
O que eu tenho mais medo: Me tornar indiferente as injustiças, perder a criticidade, banalizar a vida e perder o poder de sonhar
Áreas de interesse: Sociologia, História, Filosofia, Estudos da Religião, Psicologia Reichiana, Música, Fotografia,Cinema, Literatura, Arte, Internet

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